Completados os 180 dias do governo socialista do PSB, algumas anotações necessitam de análise. Por prudência, para análise, importante afastar as insofismáveis comparações, até porque, insustentável comparar as administrações: contados oito anos da passada, com essa que engatinha com seus seis primeiros meses de atividade.
Creio que devamos observar parâmetros consideráveis, como o discurso do programa de governo, sua contemporaneidade em relação ao especial momento do ES e do Brasil e o nível de coerência ideológica do grupo que ascendeu ao poder.
O governador Renato Casagrande liderou uma campanha de amplo envolvimento político-partidário, social e econômico, e na esteira da bem avaliada administração de seu antecessor, o ex-governador Paulo Hartung. Protagonista do processo, o Partido Socialista Brasileiro – PSB/ES organizou extensa programação que precedeu a eleição, debatendo desejos e necessidades da comunidade capixaba e de seus extratos regionais, sociais e produtivos, gerando significativo material utilizado na organização da plataforma de campanha, e no programa do governo. Os recentes seminários de elaboração do Plano Plurianual vieram confirmar o compromisso dos socialistas com a “distribuição dos frutos do progresso” e a emancipação dos setores ainda a margem da alavancagem econômica do Estado.
Assim, se o semestre foi marcado mais pelo “pé no freio” nos investimentos em obras e infra-estrutura, e pelas sombrias nuvens que pairam sobre o futuro das receitas oriundas dos royalties da extração de petróleo, dos incentivos do Fundap e das cotas-partes do ICMS; é certo que o governo ocupou bem esse tempo, amadurecendo sua pauta de ações, e da maneira mais inovadora, transparente e participativa.
Por outro lado, esse período equivaleu a aqueles iniciais quinze minutos dos jogos de futebol, com as equipes se pesquisando e procurando pontos de fragilidades e que táticas aplicarão.
A relação política entre os poderes se revelou sensível a turbulências. O conjunto parlamentar da ALES, com sua pauta multifacetada, busca abrigo na agenda do governo, que por sua vez, prioriza a execução de suas ações, mais no campo social que político. E o episódio do cancelamento do evento patrocinado pelo TRE/ES, vitimado na pressão das manifestações dos estudantes, trouxe algumas interrogações e nenhuma exclamação. De igual modo, o método da força policial no trato com essas manifestações, requer adequação aos signos do programa de governo socialista, evitando zonas de embaçamento.
Entretanto, o que vemos ao final desta etapa é a determinação do chefe do executivo que ambiciona cumprir as diretrizes de seu programa: levar o desenvolvimento urbano e produtivo para as regiões de maior vulnerabilidade, e tenaz enfrentamento as causas das mazelas que mantém crianças, jovens e adultos no anonimato social e econômico.
Odmar Péricles Nascimento é sociólogo e analista político
Creio que devamos observar parâmetros consideráveis, como o discurso do programa de governo, sua contemporaneidade em relação ao especial momento do ES e do Brasil e o nível de coerência ideológica do grupo que ascendeu ao poder.
O governador Renato Casagrande liderou uma campanha de amplo envolvimento político-partidário, social e econômico, e na esteira da bem avaliada administração de seu antecessor, o ex-governador Paulo Hartung. Protagonista do processo, o Partido Socialista Brasileiro – PSB/ES organizou extensa programação que precedeu a eleição, debatendo desejos e necessidades da comunidade capixaba e de seus extratos regionais, sociais e produtivos, gerando significativo material utilizado na organização da plataforma de campanha, e no programa do governo. Os recentes seminários de elaboração do Plano Plurianual vieram confirmar o compromisso dos socialistas com a “distribuição dos frutos do progresso” e a emancipação dos setores ainda a margem da alavancagem econômica do Estado.
Assim, se o semestre foi marcado mais pelo “pé no freio” nos investimentos em obras e infra-estrutura, e pelas sombrias nuvens que pairam sobre o futuro das receitas oriundas dos royalties da extração de petróleo, dos incentivos do Fundap e das cotas-partes do ICMS; é certo que o governo ocupou bem esse tempo, amadurecendo sua pauta de ações, e da maneira mais inovadora, transparente e participativa.
Por outro lado, esse período equivaleu a aqueles iniciais quinze minutos dos jogos de futebol, com as equipes se pesquisando e procurando pontos de fragilidades e que táticas aplicarão.
A relação política entre os poderes se revelou sensível a turbulências. O conjunto parlamentar da ALES, com sua pauta multifacetada, busca abrigo na agenda do governo, que por sua vez, prioriza a execução de suas ações, mais no campo social que político. E o episódio do cancelamento do evento patrocinado pelo TRE/ES, vitimado na pressão das manifestações dos estudantes, trouxe algumas interrogações e nenhuma exclamação. De igual modo, o método da força policial no trato com essas manifestações, requer adequação aos signos do programa de governo socialista, evitando zonas de embaçamento.
Entretanto, o que vemos ao final desta etapa é a determinação do chefe do executivo que ambiciona cumprir as diretrizes de seu programa: levar o desenvolvimento urbano e produtivo para as regiões de maior vulnerabilidade, e tenaz enfrentamento as causas das mazelas que mantém crianças, jovens e adultos no anonimato social e econômico.
Odmar Péricles Nascimento é sociólogo e analista político
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